O meu coração batia loucamente no peito, e eu decidi que iria procurá-la. Eu não sabia porque ela tinha fugido, nem sequer tinha certeza de onde a encontraria, mas peguei a primeira roupa que vi pela frente e me agarrei à primeira desculpa que surgiu na minha cabeça.
Eu tinha dois palpites de onde ela estaria.
Não consegui ter medo de ser assaltada andando sozinha na escuridão, só sentia que precisava encontrá-la, por mim e por ela, e que se não conseguisse, seria como se tivesse falhado com o meu amor. A procurei com os olhos, mas não a encontrei. me senti derrotada.
Ainda restava o outro palpite.
Mas o mar era enorme, e o desespero de não conseguir encontrar ela me tomou... agradeci mentalmente por não ter contado a ninguém que iria procurá-la. Comecei a me sentir envergonhada... quem era eu pra encontrar alguém na imensidão de uma cidade?
Não custava nada arriscar, então fui ao mar.
Eu não enxergava muito bem sem óculos, mas aquele jeito de andar e aquele corpo eu reconheceria até de olhos fechados. Ela andava rápido na calçada oposta.
Quase corri no meu êxtase, e toquei no ombro dela. Ela se virou já me abraçando. Acho que não precisou olhar pra saber quem era.
E eu me senti grande. Me senti maior do que o mundo porque ela era minha. Porque a havia encontrado. Porque eu sentia que, nos meus braços, ela ficava melhor do que longe deles.
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