sábado, 19 de março de 2011

As flores se foram. Depois da vida dela virar de cabeça pra baixo e absolutamente tudo mudar, ela resolveu fazer aquele caminho de suas antigas manhãs, mas as flores não estavam mais lá. No lugar delas, um muro de metal se erguia, sóbrio e de cara fechada. Não admitia flores. No máximo a logomarca de uma construtora qualquer.
Mas logo aquelas flores, que um dia a tinham salvado.. ficou triste. O muro de metal não embelezava, não alimentava as abelhas e borboletas. Ele demarcava o local onde mais um prédio seria erguido, mais concreto na direção do céu. Prá quê tanto concreto? Eu só queria minhas flores de volta.


26/02/2011

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