Finalmente chegou ao topo.
Ofegava ao observar o campus, aquele monte de verde a retribuir o seu olhar. O vento passava por seus ouvidos, fazendo um barulho agourento que lutava com o barulho das plantas, que dançavam graças ao mesmo vento morno.
Não sabia porque ia fazer aquilo, era sua sina morrer sem motivo e sem vontade.
Ia morrer feliz. Sob seus pés estava o primeiro lugar onde fizera vestibular, ali o que estudava, e do lado, o que sempre quisera estar.
O que estava esperando? tinha que fazer aquilo logo. Não por causa da coragem, nunca a perderia, mas por causa do tempo, ele nunca passa na velocidade que desejamos.
Foi até a beirada, juntou as pernas e pendeu pra frente.
A última coisa que sentiu foi o beijo do vento, tocando sua face da mesma forma que aquela pessoa que fazia seu coração sorrir.
Quando abriu os olhos, sentiu os braços daquela mesma pessoa ao redor de seu corpo.
Sorriu, ao lembrar daquele quase fatídico dia.
E sorriu ainda mais ao perceber que se sentia feliz.