Eu não sinto absolutamente nada por você.
Eu só tenho desejo pelo teu corpo, vontade de sentir tu beijo, de te ter uma vez.
Apenas uma vez, pois você é só meu brinquedinho, meu passa-tempo.
Não, e eu não acho isso ruim e espero que você também não, então vem pra cá e me deixa beijar teu pescoço, pois já enjoei de você.
sábado, 25 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Amor
virou para um lado, virou para o outro.
nada do sono vir.
estava há exatamente uma hora tentando dormir, e nada.
só conseguia pensar nela, e ela tirava seu sono.
se revirou mais um pouco na cama dura, e então o celular vibrou baixinho na mesa-de-cabeceira aos seus pés.
antes que percebesse, seu sorriso já estava sendo iluminado pela luz alaranjada do seu celular velhíssimo, e mal seus olhos viram o nome dela na tela, seus dedos já trabalharam sozinhos para abrir a mensagem.
"te amo"
apenas essas duas palavras. então porque seu coração batia como se tivesse corrido por horas?
ela estava a apenas dois prédios de distância.
mas não podia simplesmente ir lá e tocar a campainha.
então uma cena lampejou em sua mente. não se conteve e saiu de casa, na ponta dos pés.
era loucura.
não, era amor.
não percebia nada pelo caminho, apenas andava. ou corria. nunca soube ao certo, apenas sabia que rumava, rumava para ela.
parou na frente do prédio marrom, e saiu catando pedrinhas no meio da areia seca.
jogou a primeira pedra, e errou. jogou a segunda, e a pedra bateu na janela com um barulho seco. e então ela apareceu, como se estivesse apenas esperando seu sinal.
"você tem problemas?!" disse ela sem conseguir conter um sorriso.
"desce" foi tudo que conseguiu dizer, com um sorriso que de tão grande não parecia pertencer ao seu rosto.
foram os 5 minutos mais longos de sua vida.
e então, ela estava lá, com seus cabelos compridos e seu sorriso maravilhoso
correu, o mais rápido que pôde
e a beijou.
nada do sono vir.
estava há exatamente uma hora tentando dormir, e nada.
só conseguia pensar nela, e ela tirava seu sono.
se revirou mais um pouco na cama dura, e então o celular vibrou baixinho na mesa-de-cabeceira aos seus pés.
antes que percebesse, seu sorriso já estava sendo iluminado pela luz alaranjada do seu celular velhíssimo, e mal seus olhos viram o nome dela na tela, seus dedos já trabalharam sozinhos para abrir a mensagem.
"te amo"
apenas essas duas palavras. então porque seu coração batia como se tivesse corrido por horas?
ela estava a apenas dois prédios de distância.
mas não podia simplesmente ir lá e tocar a campainha.
então uma cena lampejou em sua mente. não se conteve e saiu de casa, na ponta dos pés.
era loucura.
não, era amor.
não percebia nada pelo caminho, apenas andava. ou corria. nunca soube ao certo, apenas sabia que rumava, rumava para ela.
parou na frente do prédio marrom, e saiu catando pedrinhas no meio da areia seca.
jogou a primeira pedra, e errou. jogou a segunda, e a pedra bateu na janela com um barulho seco. e então ela apareceu, como se estivesse apenas esperando seu sinal.
"você tem problemas?!" disse ela sem conseguir conter um sorriso.
"desce" foi tudo que conseguiu dizer, com um sorriso que de tão grande não parecia pertencer ao seu rosto.
foram os 5 minutos mais longos de sua vida.
e então, ela estava lá, com seus cabelos compridos e seu sorriso maravilhoso
correu, o mais rápido que pôde
e a beijou.
sábado, 4 de abril de 2009
a flor
ela estava sentada no banco do ônibus, os olhos movendo-se rapidamente enquanto acompanhavam a paisaem, sem nada ver.
havia uma terrível sensação de engano.
"tudo está errado!" murmurou ela, e o homem de barba ao seu lado olhou-a espantado com o canto do olho.
então não pôde aguantar mais.
arrancou os fones do ouvido, botou a bolsa nas costas e desceu do ônibus sem nem observar onde. não importava. nada importava naquele momento.
começou a andar. e logo depois a correr, sem rumo, sem saber pra onde ia, só pra correr, deixar um lugar que ela não queria estar pra ir pra outro que ela também não queria estar, só pra sair dele novamente e continuar a correr, sempre a correr.
do lado direito de suas costelas sentiu uma pontada dolorosa.
correra por muito tempo, e só quando o ar faltou que começou a perceber.
os olhares inquisidores das poucas pessoas ao seu redor. o cheiro da chuva.
chuva? estava ensopada. todos os guarda-chuvas na rua parados, a observar a desesperada menina.
quis gritar. gritar até não ter mais fôlego, até sua voz falhar e sua garganta doer.
e nesse momento, ela viu as flores.
de um rosa forte, com o centro amarelado de pólen. suas formas eram perfeitas, e o seu perfume, estonteante.
lembrou. lembrou de tudo que precisava lembrar, e um pouco mais até.
sim, tudo continuava errado.
mas agora ela podia suportar.
tirou a bolsa das costas, pegou uma flor e rumou pra casa.
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