sábado, 25 de dezembro de 2010

Espera.

O relógio tiquetaqueia na parede, e um sentimento de urgência, uma ansiedade me tomam. Minhas mãos parecem vazias demais, e minhas narinas, que sentem teu cheiro até mesmo quando tapadas, parecem insensíveis na ausência dele. Imagens de você me enchem o pensamento, e minha ansiedade, o meu desejo, toda essa vontade de você só faz crescer. Me levanto, na esperança de encontrar algo pra fazer, de forma que o tempo pareça passar mais rápido, mas descubro que desaprendi a andar. Não lembro como fazer com as pernas pra me locomover. Caio de volta no sofá, a ansiedade quase rasgando minhas entranhas. O celular toca, e seu nome pisca no visor. A alegria explode no meu peito. "Tô chegando." "Vou descer." De repente, reaprendo a andar. É fácil até. Um pé na frente do outro, e já estou na frente de casa, observando seu sorriso se aproximar, enquanto o meu luta com os músculos do meu rosto pra crescer indefinidamente. O teu cheiro toma o ar e preenche meus pulmões, como um sopro de vida. Teus olhos também sorriem, conversando com os meus. Teus lábios. Ah, teus lábios.
Aí então, o meu coração explode.
Que sentimento engraçado, esse que chamam de paixão.

2 comentários:

  1. Mas se a luz dos olhos teus resiste aos olhos meus só pra me provocar...
    Meu amor, juro por deus, me sinto incendiar.

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  2. Ai, como é lindo...! *-*
    Como tu faz isso no periodo da minha síndrome?
    Meus pelos estão quase saltando pra fora do meu corpo de tão arrepiados... (e nem comento sobre as lágrimas)

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