ela estava sentada no banco do ônibus, os olhos movendo-se rapidamente enquanto acompanhavam a paisaem, sem nada ver.
havia uma terrível sensação de engano.
"tudo está errado!" murmurou ela, e o homem de barba ao seu lado olhou-a espantado com o canto do olho.
então não pôde aguantar mais.
arrancou os fones do ouvido, botou a bolsa nas costas e desceu do ônibus sem nem observar onde. não importava. nada importava naquele momento.
começou a andar. e logo depois a correr, sem rumo, sem saber pra onde ia, só pra correr, deixar um lugar que ela não queria estar pra ir pra outro que ela também não queria estar, só pra sair dele novamente e continuar a correr, sempre a correr.
do lado direito de suas costelas sentiu uma pontada dolorosa.
correra por muito tempo, e só quando o ar faltou que começou a perceber.
os olhares inquisidores das poucas pessoas ao seu redor. o cheiro da chuva.
chuva? estava ensopada. todos os guarda-chuvas na rua parados, a observar a desesperada menina.
quis gritar. gritar até não ter mais fôlego, até sua voz falhar e sua garganta doer.
e nesse momento, ela viu as flores.
de um rosa forte, com o centro amarelado de pólen. suas formas eram perfeitas, e o seu perfume, estonteante.
lembrou. lembrou de tudo que precisava lembrar, e um pouco mais até.
sim, tudo continuava errado.
mas agora ela podia suportar.
tirou a bolsa das costas, pegou uma flor e rumou pra casa.
Tu escrve muito beeeem!!!!Adorei :D
ResponderExcluir*Perguntinha:Isso tudo aconteceu mesmo contigo?Se a resposta for sim:VÁ A-GO-RA PARA UM HOSPÍCIO!!
Bia...você que escreveu isso??? Sim...casa de Bela foi ótima...deixa de ser intrometida com meus amigos...
ResponderExcluirBiaaaa...você vai ser minha irmãzinha?
não, isso não aconteceu comigo, e sim, fui eu que escrevi =P
ResponderExcluir